IFRS S1: O que é e por que é importante

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A IFRS S1 é a norma internacional pioneira que estabelece os requisitos fundamentais para a divulgação de informações financeiras relacionadas à sustentabilidade. Ao buscar entender IFRS S1 o que é, o gestor encontra um padrão que exige transparência absoluta sobre governança e estratégia, unificando a linguagem dos negócios com os pilares da responsabilidade corporativa no mercado de capitais mundial.

Em março de 2026, essa norma representa uma mudança consolidada na contabilidade e na auditoria moderna, integrando dados extrafinanceiros diretamente ao relato financeiro principal. Para o mercado brasileiro, dominar as exigências dessa diretriz permite que as empresas antecipem impactos regulatórios, gerenciem riscos com precisão e fortaleçam a confiança de seus stakeholders, transformando a transparência em um ativo de valor inestimável para o crescimento sustentável do negócio.

Entenda a IFRS S1: Definição e Propósito

A IFRS S1 representa o marco inicial de uma nova era na transparência corporativa global. Ela foi desenvolvida para servir como uma estrutura abrangente que orienta as empresas na divulgação de informações financeiras relacionadas à sustentabilidade, garantindo que investidores recebam dados consistentes e comparáveis entre diferentes mercados.

IFRS S1 o que é?

A IFRS S1 o que é pode ser definida como a norma internacional que estabelece os requisitos gerais para que as entidades comuniquem riscos e oportunidades relacionados à sustentabilidade que impactam suas perspectivas financeiras. Ela funciona como um padrão integrador, conectando o desempenho socioambiental diretamente ao valor econômico da organização no mercado de capitais.

O propósito central dessa diretriz é eliminar a fragmentação dos relatórios de sustentabilidade. Ao criar uma linguagem universal, a norma permite que os usuários da informação financeira compreendam como os fatores externos influenciam o fluxo de caixa, o acesso a crédito e o custo de capital da empresa no curto, médio e longo prazo.

Para assegurar que as informações sejam úteis e organizadas, a norma exige que o relato corporativo seja estruturado em torno de quatro áreas fundamentais de divulgação:

  • Governança: os processos e controles internos utilizados para monitorar os riscos de sustentabilidade.
  • Estratégia: a abordagem da empresa para lidar com riscos que afetam seu modelo de negócio e planejamento financeiro.
  • Gestão de Riscos: as metodologias aplicadas para identificar, avaliar e priorizar as ameaças socioambientais.
  • Métricas e Metas: o desempenho da entidade em relação aos objetivos estabelecidos e os indicadores usados para medir o progresso.

Ao adotar essa estrutura, as companhias brasileiras não apenas cumprem requisitos de conformidade, mas também elevam seu patamar de governança corporativa. Essa clareza na exposição de dados é o que permite ao mercado avaliar com precisão a resiliência e a perenidade de um negócio diante das rápidas transformações globais.

A correta aplicação desses conceitos exige uma revisão profunda dos processos internos de coleta e validação de dados contábeis e extrafinanceiros. Compreender a profundidade desses requisitos é o passo inicial para que a organização se posicione de forma estratégica perante auditores, investidores e reguladores.

Principais Requisitos da IFRS S1

A IFRS S1 estabelece uma estrutura técnica rigorosa para que as informações financeiras de sustentabilidade sejam úteis na tomada de decisão. Essa organização segue o modelo de quatro pilares essenciais, garantindo que o relato seja completo e atenda aos padrões exigidos pelo mercado de capitais.

Cada requisito exige uma integração profunda entre os departamentos de sustentabilidade, contabilidade e gestão de riscos. Para empresas que buscam conformidade, entender esses pilares é o caminho para fornecer dados que realmente demonstrem a resiliência do negócio diante de desafios globais.

Governança

Este requisito foca na supervisão realizada pela alta administração e pelos órgãos diretivos. As empresas devem descrever com clareza os processos, controles e procedimentos internos utilizados para monitorar riscos e oportunidades relacionados à sustentabilidade.

O objetivo é dar transparência sobre quem são os responsáveis pelas decisões estratégicas. É fundamental detalhar como o conselho de administração acompanha o progresso de metas ambientais e sociais e como a gerência executa as políticas estabelecidas para mitigar impactos negativos no valor da marca.

Estratégia

A norma exige que a organização revele como a sustentabilidade influencia seu planejamento financeiro e seu modelo de negócio. Isso inclui identificar riscos específicos que podem afetar o fluxo de caixa, a lucratividade e o acesso a capital no curto, médio e longo prazo.

A entidade deve explicar a resiliência de sua estratégia diante de diferentes cenários futuros. Essa análise detalhada ajuda investidores a compreenderem se o negócio possui flexibilidade para se adaptar a mudanças climáticas ou transformações sociais profundas que possam comprometer a perenidade da operação.

Gestão de Riscos

Neste pilar, a empresa detalha as metodologias aplicadas para identificar, avaliar e priorizar as ameaças socioambientais. Não basta apenas listar os problemas; é necessário explicar como esses riscos são integrados à gestão de riscos corporativos global da companhia.

Uma gestão eficiente demonstra como a organização monitora continuamente as variações de mercado. Essa transparência garante que a empresa esteja preparada para antecipar crises e responder rapidamente a novas exigências de conformidade legal e regulatória no território nacional e internacional.

Métricas e Metas

Por fim, os requisitos determinam a divulgação do desempenho real por meio de dados concretos. A empresa precisa apresentar métricas específicas para medir sua evolução e as metas que pretende atingir, permitindo uma comparação objetiva entre diferentes períodos.

Dentre os principais pontos de atenção nesta área estão:

  • Indicadores de desempenho: métricas alinhadas aos padrões globais de sustentabilidade;
  • Progresso histórico: dados que comprovem o avanço em relação a metas anunciadas anteriormente;
  • Dados quantitativos: uso de números precisos para fundamentar as informações qualitativas do relatório.

Esses dados quantificáveis permitem que o mercado avalie o progresso real da entidade. Ao integrar essas informações aos relatórios financeiros tradicionais, a confiança dos stakeholders aumenta consideravelmente.

Quem deve aplicar a IFRS S1?

Quem deve aplicar a IFRS S1 são, prioritariamente, as companhias abertas, instituições financeiras e demais entidades de interesse público que operam no mercado de capitais. No Brasil, a adoção segue as orientações da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que busca alinhar o mercado nacional aos padrões globais de transparência exigidos por investidores internacionais.

Embora a obrigatoriedade inicial recaia sobre grandes corporações listadas em bolsa, a norma tem um alcance que vai além do setor regulado. Organizações de capital fechado que buscam atrair investimentos estrangeiros ou obter linhas de crédito com custos reduzidos também encontram na aplicação voluntária uma ferramenta estratégica de valorização.

Outro grupo impactado indiretamente são as pequenas e médias empresas que atuam como fornecedoras de grandes multinacionais. Como as corporações reportam dados de toda a sua cadeia de valor, elas passam a exigir de seus parceiros informações detalhadas sobre governança e sustentabilidade, criando um efeito cascata de conformidade.

Os principais perfis que devem estar atentos à aplicação da norma incluem:

  • Companhias abertas: empresas com ações negociadas em bolsa que precisam garantir a comparabilidade de seus dados para acionistas;
  • Instituições financeiras: bancos e gestoras que utilizam o relato para mensurar riscos climáticos e sociais em suas carteiras de crédito;
  • Empresas em processo de IPO: negócios que planejam abrir capital e precisam demonstrar maturidade em governança desde o primeiro dia;
  • Entidades de grande porte: organizações que, mesmo não listadas, possuem alto impacto ambiental ou social e buscam fortalecer sua reputação institucional.

A decisão de implementar essa estrutura exige uma compreensão clara sobre a IFRS S1 o que é em termos de integração de processos. Não se trata apenas de um exercício de conformidade legal, mas de um compromisso da alta gestão com a perenidade do negócio. Estar preparado para essa exigência permite que a empresa se antecipe a pressões de mercado e mudanças regulatórias severas.

Para garantir que o relato seja fidedigno e útil para o mercado de capitais, é necessário estabelecer métodos rigorosos de coleta de dados. A transição para esse novo modelo de divulgação requer um olhar atento sobre como as informações são geradas e validadas internamente antes de chegarem ao público externo.

IFRS S1 vs. IFRS S2: As normas de sustentabilidade

A IFRS S1 e a IFRS S2 constituem o alicerce do novo padrão global de relato corporativo sob a supervisão do ISSB. Elas foram projetadas para funcionar de forma integrada, permitindo que as empresas comuniquem como os fatores de sustentabilidade e as questões climáticas influenciam seu desempenho financeiro e sua estratégia de mercado a longo prazo.

Enquanto a IFRS S1 atua como uma norma de requisitos gerais, a IFRS S2 foca especificamente no clima. Juntas, elas substituem a fragmentação de diversos frameworks voluntários por uma estrutura única, proporcionando maior comparabilidade e confiança para investidores e reguladores que analisam o mercado brasileiro e internacional.

Diferenças e complementariedade

As diferenças e complementariedade entre as normas residem no escopo de aplicação e na profundidade técnica de cada uma. A IFRS S1 estabelece o “como” reportar, definindo as diretrizes gerais para qualquer risco ou oportunidade de sustentabilidade, enquanto a IFRS S2 detalha o “o quê” deve ser divulgado especificamente sobre o impacto das mudanças climáticas no negócio.

Para compreender a sinergia entre esses dois normativos, é fundamental observar os seguintes pontos de conexão:

  • Estrutura Harmonizada: Ambas utilizam os mesmos quatro pilares de divulgação: governança, estratégia, gestão de riscos e métricas e metas.
  • Hierarquia Técnica: A IFRS S1 fornece a base conceitual sobre materialidade e conectividade de informações que deve ser seguida por todas as outras normas temáticas que vierem a existir.
  • Foco no Clima: A IFRS S2 exige dados quantitativos rigorosos, como a mensuração de emissões de gases de efeito estufa (Escopos 1, 2 e 3) e a análise de resiliência a cenários climáticos.
  • Uso Conjunto: Uma entidade não aplica a IFRS S2 isoladamente; ela utiliza os requisitos de apresentação e as características qualitativas definidas na IFRS S1 para estruturar seu relato climático.

A complementariedade garante que, mesmo na ausência de uma norma específica para temas como biodiversidade ou capital humano, a empresa utilize a IFRS S1 para reportar informações materiais sobre esses assuntos. Isso evita lacunas informacionais e garante que todos os riscos significativos sejam expostos ao mercado.

Essa abordagem modular facilita a adaptação das empresas, permitindo que a transparência evolua conforme a maturidade dos processos internos. Ao alinhar os dados ambientais aos relatórios financeiros tradicionais, as organizações conseguem demonstrar com clareza como a sustentabilidade está diretamente vinculada à geração de valor econômico e à mitigação de crises futuras.

A implementação eficaz dessas normas requer uma revisão detalhada da governança de dados e dos sistemas de controle interno. Estar em conformidade com essa estrutura conjunta é o que define o preparo de uma organização para as novas exigências de transparência do mercado global.

Impacto da IFRS S1 no Brasil em 2026

O impacto da IFRS S1 no Brasil em 2026 reflete o amadurecimento do país como protagonista na agenda de finanças sustentáveis global. A adoção plena dessa norma coloca as empresas brasileiras em um patamar de transparência elevado, facilitando o diálogo direto com investidores estrangeiros que, neste cenário atual, priorizam ativos com baixo risco socioambiental e governança robusta comprovada.

Com a padronização exigida pela Resolução CVM 193, o mercado nacional eliminou a fragmentação de dados que prejudicava a análise de risco. Agora, a conformidade com a IFRS S1 garante que o valor real das companhias seja refletido com precisão técnica em suas demonstrações financeiras integradas, reduzindo o custo de capital e aumentando a competitividade das empresas brasileiras em cadeias de suprimentos globais altamente reguladas.

Prazo, CVM 193 e o cenário de 2026

O prazo e adoção voluntária no Brasil seguiram o cronograma da Resolução CVM 193/2023, que marcou os anos de 2024 e 2025 como o período de transição. Em 2026, o mercado já vive a realidade da obrigatoriedade para diversas entidades, exigindo que os sistemas de coleta e validação de dados estejam operando com rigor de auditoria independente.

Neste estágio, a implementação da estrutura IFRS S1 deixou de ser uma escolha estratégica para se tornar um diferencial crítico de sobrevivência regulatória. Os benefícios para as empresas que se adequaram prontamente incluem:

  • Atratividade de capital: prontidão total para atender às demandas de fundos globais que utilizam critérios técnicos de ESG;
  • Maturidade de gestão: refinamento dos controles internos e da governança de dados antes do aumento da fiscalização;
  • Benchmarking setorial: posicionamento como referência em transparência e boas práticas de relato corporativo em 2026;
  • Preparação para asseguração: facilitação do trabalho de auditores independentes na validação fidedigna das informações financeiras de sustentabilidade.

Benefícios da Adoção da IFRS S1

A adoção da IFRS S1 proporciona uma vantagem competitiva significativa ao alinhar o relato de sustentabilidade aos padrões globais de rigor financeiro. Ao compreender a IFRS S1 o que é na prática, a organização deixa de ver a sustentabilidade como um relatório isolado para integrá-la ao núcleo de sua estratégia de geração de valor.

Um dos maiores benefícios é o aumento da confiança dos investidores e provedores de capital. Com dados padronizados e comparáveis, as empresas brasileiras conseguem reduzir a percepção de risco, o que pode resultar em um custo de capital mais baixo e em melhores condições de financiamento em mercados internacionais.

Além da atratividade financeira, a implementação dessa norma promove uma melhoria profunda na gestão interna. A exigência de reportar riscos e oportunidades socioambientais força a companhia a aprimorar seus processos de monitoramento, antecipando-se a crises reputacionais ou operacionais que poderiam impactar o fluxo de caixa no longo prazo.

Os principais ganhos estratégicos ao adotar essa estrutura de divulgação incluem:

  • Transparência Global: alinhamento imediato com as expectativas de analistas e gestores de fundos internacionais que buscam ativos resilientes.
  • Mitigação de Riscos: identificação precoce de ameaças climáticas e sociais que podem comprometer a continuidade e a rentabilidade do negócio.
  • Melhor Tomada de Decisão: acesso a dados extrafinanceiros precisos que auxiliam a alta administração a planejar investimentos com maior segurança.
  • Fortalecimento da Marca: consolidação da imagem institucional como uma empresa ética, transparente e comprometida com as melhores práticas de governança.

A integração entre as áreas contábil e de sustentabilidade também gera uma sinergia operacional inédita. Esse alinhamento garante que as informações divulgadas sejam auditáveis e fidedignas, eliminando inconsistências que poderiam gerar questionamentos por parte de órgãos reguladores ou do mercado de capitais.

Para as empresas que operam no Brasil, a conformidade antecipada serve como um teste de maturidade para seus controles internos. Essa preparação é essencial para que o processo de verificação das informações ocorra de forma fluida, garantindo que o relato final seja uma representação fiel da saúde financeira e socioambiental da organização.

O sucesso na aplicação desses requisitos depende diretamente da qualidade da coleta e do tratamento dos dados. Estruturar esse processo com rigor técnico é fundamental para transformar a conformidade em um ativo estratégico que suporte o crescimento sustentável da entidade nos próximos anos.

Desafios na Implementação da IFRS S1

A implementação da IFRS S1 impõe desafios significativos para as empresas brasileiras, pois exige uma mudança de mentalidade sobre como as informações não financeiras são tratadas. O processo vai além da simples coleta de dados, demandando que a sustentabilidade seja integrada aos processos de governança e controle já existentes.

Um dos maiores obstáculos enfrentados pelos gestores é a garantia da integridade e da rastreabilidade das informações. Para compreender na prática a IFRS S1 o que é, a organização deve assegurar que cada dado divulgado possua o mesmo nível de precisão e confiança que os números apresentados no balanço patrimonial tradicional.

Dentre os pontos que exigem maior atenção durante essa transição, destacam-se:

  • Integração de Departamentos: a necessidade de quebrar silos entre as áreas de sustentabilidade, finanças, contabilidade e gestão de riscos para criar um fluxo de informações unificado.
  • Qualidade dos Dados: o desafio de coletar informações precisas em toda a cadeia de suprimentos, especialmente quando envolvem terceiros que ainda não possuem maturidade em governança.
  • Sistemas de Informação: a carência de ferramentas tecnológicas que automatizem a captura de dados extrafinanceiros e garantam trilhas de auditoria robustas.
  • Capacitação Técnica: a demanda por profissionais qualificados que entendam as nuances técnicas das normas internacionais de sustentabilidade e sua aplicação contábil.

A estruturação de novos controles internos é fundamental para mitigar o risco de divulgação de informações inconsistentes. Empresas que falham em estabelecer processos rigorosos de verificação podem enfrentar questionamentos de investidores e sanções de órgãos reguladores, o que prejudica a reputação institucional.

Além disso, o custo inicial de conformidade pode ser elevado, envolvendo investimentos em consultoria especializada, auditoria externa e novos softwares de gestão. No entanto, encarar esses desafios como parte de uma jornada de maturidade corporativa permite que a organização transforme a transparência em um diferencial competitivo.

A superação dessas barreiras operacionais é o que permite que a companhia avance para a etapa de asseguração externa. Ter processos bem definidos facilita o trabalho de validação realizado por auditores, assegurando que o relato final seja uma representação fiel da estratégia e da resiliência da entidade perante o mercado global.

Próximos Passos e Futuro da IFRS S1

O futuro da divulgação de informações corporativas em 2026 aponta para uma convergência definitiva entre dados financeiros e indicadores de sustentabilidade. A IFRS S1 consolidou-se como o alicerce global que eliminou a falta de padronização, transformando a transparência socioambiental em um requisito obrigatório para a captação de recursos e a manutenção da reputação institucional no mercado de capitais moderno.

Como se preparar para a IFRS S1?

Para se preparar para a IFRS S1, a empresa deve iniciar com um diagnóstico de maturidade que identifique as lacunas entre seus processos atuais e as exigências rigorosas da norma internacional. Este mapeamento inicial permite que os gestores compreendam a IFRS S1 o que é em termos práticos para a sua realidade operacional e estratégica.

Uma implementação eficaz requer a execução de passos fundamentais para garantir a conformidade:

  • Envolvimento da Alta Gestão: garantir que o Conselho de Administração e a diretoria compreendam as implicações estratégicas e os riscos de responsabilidade sobre os dados reportados.
  • Revisão de Processos Internos: adaptar os sistemas de controle para que as informações de sustentabilidade possuam a mesma rastreabilidade dos dados contábeis tradicionais.
  • Capacitação de Equipes: promover treinamentos técnicos para as áreas de contabilidade, riscos e sustentabilidade sobre as novas métricas de divulgação.
  • Integração Tecnológica: utilizar ferramentas que automatizem a captura de dados de diferentes departamentos, reduzindo erros manuais e aumentando a confiabilidade.

O papel da asseguração independente

A confiabilidade das informações divulgadas sob a estrutura da IFRS S1 depende diretamente da verificação realizada por especialistas externos. A asseguração por auditores independentes confere credibilidade ao relato, garantindo ao mercado que os dados apresentados seguem as metodologias exigidas e refletem a realidade da organização.

Esse processo de auditoria é essencial para mitigar riscos de questionamentos regulatórios e evitar alegações de publicidade enganosa sobre sustentabilidade. Para os investidores, o parecer de um auditor independente sobre o relatório de sustentabilidade é um diferencial decisivo na análise de risco e na alocação de ativos.

Tendências e evolução das normas globais

O International Sustainability Standards Board (ISSB) continuará a expandir o conjunto de normas temáticas para além da IFRS S1 e da IFRS S2. A expectation é que novos padrões sejam lançados para abordar temas específicos, como biodiversidade, capital humano e ética nas cadeias de suprimentos, criando um ecossistema completo de transparência.

A tendência é que o relato de sustentabilidade deixe de ser visto como um exercício anual de conformidade para se tornar uma ferramenta de gestão em tempo real. Organizações que se antecipam a essa evolução fortalecem sua governança e garantem uma posição de liderança, estando prontas para responder às exigências de um cenário global em constante transformação.

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Fernando Campos

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