Com a implementação do IBS e da CBS, as empresas precisarão olhar com muito mais atenção não apenas para a apuração dos novos tributos, mas também para a forma como eles serão efetivamente recolhidos e como isso poderá impactar o aproveitamento dos créditos tributários.
Split Payment: o mecanismo mais comentado da Reforma Tributária
Um dos mecanismos mais comentados é o Split Payment, que prevê a segregação do valor correspondente ao tributo no fluxo financeiro da operação, direcionando-o ao Fisco.
Entretanto, ainda existem muitas dúvidas sobre como esse mecanismo será implementado e operacionalizado na prática, especialmente diante da diversidade de meios de pagamento, sistemas e operações existentes nas empresas.
O que é o RAD – Recolhimento pelo Adquirente
É nesse cenário que outro mecanismo merece atenção: o RAD – Recolhimento pelo Adquirente.
De forma simplificada, no RAD, o próprio adquirente do bem ou serviço poderá realizar o recolhimento do IBS e da CBS correspondentes à operação, reduzindo sua dependência do posterior recolhimento pelo fornecedor.
Por que o RAD é tão importante?
Porque uma das grandes mudanças trazidas pelo novo modelo está justamente na sistemática de créditos do IBS e da CBS. O aproveitamento dos créditos passa a estar relacionado à extinção do débito tributário correspondente à operação, observadas as hipóteses e regras previstas na legislação.
Um tema que vai além da área fiscal
Isso significa que a Reforma Tributária não afetará apenas a área fiscal.
O tema envolve diretamente fluxo de caixa, contas a pagar, fornecedores, sistemas, controles internos, conciliações e compliance tributário.
Na prática: as perguntas que começam a ganhar importância
Na prática, algumas perguntas começam a ganhar importância:
- Como saber se o IBS e a CBS relacionados às compras foram efetivamente recolhidos?
- Em quais situações o RAD poderá ser utilizado?
- Como será a integração entre os sistemas fiscais, financeiros e os mecanismos de recolhimento?
- Como conciliar o pagamento ao fornecedor, o recolhimento dos tributos e a apropriação dos respectivos créditos?
- Como a empresa deverá avaliar seus fornecedores diante dessa nova sistemática?
Por que 2027 merece atenção especial?
Com o avanço da implementação da Reforma Tributária e a entrada efetiva da CBS, mecanismos relacionados ao recolhimento e à apropriação dos créditos passam a ganhar ainda mais relevância para as empresas.
Por isso, enquanto muito se discute sobre Split Payment, é importante acompanhar também o RAD e, principalmente, entender como esses novos mecanismos poderão afetar os processos internos e o fluxo financeiro das organizações.
A Reforma Tributária vai muito além das alíquotas
A Reforma Tributária vai muito além da substituição de tributos e da discussão sobre alíquotas. Ela exigirá uma revisão de processos, sistemas, contratos, fornecedores e controles internos.
A preparação precisa começar antes que essas mudanças façam parte da rotina.
Conte com a R&V Auditores e Consultores
A R&V Auditores e Consultores está à disposição para auxiliar sua empresa na análise dos impactos da Reforma Tributária, avaliando operações, processos, controles e os possíveis reflexos contábeis, fiscais e financeiros do novo modelo de tributação.
Perguntas frequentes sobre RAD, Split Payment e Reforma Tributária
O que é o RAD – Recolhimento pelo Adquirente?
É o mecanismo em que o próprio adquirente do bem ou serviço poderá realizar o recolhimento do IBS e da CBS correspondentes à operação, reduzindo sua dependência do posterior recolhimento pelo fornecedor.
Qual é a diferença entre o Split Payment e o RAD?
O Split Payment prevê a segregação do valor correspondente ao tributo no fluxo financeiro da operação, direcionando-o ao Fisco. No RAD, é o próprio adquirente quem poderá recolher o IBS e a CBS da operação.
Por que a forma de recolhimento afeta os créditos de IBS e CBS?
Porque, no novo modelo, o aproveitamento dos créditos passa a estar relacionado à extinção do débito tributário correspondente à operação, observadas as hipóteses e regras previstas na legislação.
Quais áreas da empresa são impactadas por essa mudança?
Não apenas a área fiscal. O tema envolve diretamente fluxo de caixa, contas a pagar, fornecedores, sistemas, controles internos, conciliações e compliance tributário.
Por que 2027 merece atenção especial?
Com o avanço da implementação da Reforma Tributária e a entrada efetiva da CBS, os mecanismos relacionados ao recolhimento e à apropriação dos créditos passam a ganhar ainda mais relevância para as empresas.
Quando a empresa deve começar a se preparar?
Antes que essas mudanças façam parte da rotina. A Reforma exigirá a revisão de processos, sistemas, contratos, fornecedores e controles internos.

